Cá em casa

Roda rítmica

É quarta-feira! Dia de encontro do Lagoa em Transição. Dia em que tu própria és a convidada, pois a tua Associação faz a sua primeira apresentação. Esperas sala cheia, e duas presenças especiais. Depois do encontro ainda tens uma reunião de trabalho.

 

Estão a imaginar o filme?

 

Estava uma pilha de nervos. Quase tive um acidente. Chego à Biblioteca e o meu coração dispara. Prepara-se a sala e esqueces de quem esperavas ver na plateia. Chegam as primeiras pessoas, de onde se ouve uma voz “Tu és minha prima!?”. É verdade, afinal tenho primas direitas. Na altura estava mais preocupada em ter tudo pronto do que estar a falar de laços familiares.

 

Sala cheissima. Duplamente orgulhosa!

 

De regresso a casa. Sozinha. Lembro-me que não vi as pessoas que queria, e curiosamente estavam outras. Uma data de reflexões e logo uma choradeira. Quase que era melhor ligar o limpa para-brisas.

 

No dia seguinte, na minha página pessoal do Facebook, coloquei um agradecimento e mencionei a presenças das primas. Como que por magia uma delas responde. Fiquei sem chão, ou.. Ganhei outro!  

 

Tive uns dias a pensar… Como era possível ter uma prima com tão pouco contacto e tão parecida comigo (natureza, educação, alimentação, criatividade)? Achei que a melhor ideia era ir às origens, não sei porquê. Fiz uma visita ao meu avô S. e perguntei o que os meus bisavôs faziam, na esperança de ouvir algo do tipo: “A minha mãe cuidava de crianças e era costureira.” Não, nada a ver!!!

 

Ontem tive com elas! Fui aprender umas receitas novas, para o Ricardo cozinhar LOL. Mais importante do que ter comido bem. Foi sem dúvida este novo encontro.

 

E cá estamos nós, para construir um mundo melhor <3

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